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mea-culpa

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Peço minhas mais sinceras desculpas. Desculpa pela intolerância, pelo preconceito, pela segregação. Desculpa por nossa sociedade não ter evoluído, por achar que somos diferentes e por não aceitar as diferenças. Desculpa por rir de piadas que passam do tom e humilham vocês e por compará-los com “animaizinhos”, por estereotipá-los. Desculpa por ser covarde, por não lutar por vocês, por não combater o preconceito todos os dias, como deveria ser. Hoje só sinto vergonha. Vergonha por fazer parte de uma sociedade que tolera e propaga a violência contra vocês. Vergonha por viver em um mundo onde o discurso de ódio impera, a religião legitima mortes e vocês precisam se esconder. Tenho vergonha de ser classificada como “heterossexual” e receber alguma vantagem por isso (assim como recebo por ser branca, ou de classe média), vergonha de conhecer pessoas que se orgulham por ser hétero e de me enquadrar em grupos com essa mesma ideologia. Ontem foram 50 em Orlando, mas quantos não ...

sem verso

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Jane Birkin e Serge Ginsburg meio-verso verso e meio meia palavra poema inteiro

Enquanto isso, na academia

O abuso de autoridade por meio da linguagem rola solto. Mesmo para aqueles que possuem pleno domínio da norma-padrão da linguagem, conhecem as várias ferramentas do gênero argumentativo e adquiriram, ao longo da vida acadêmica, o mais amplo dos vocabulários, que permite fazer escolhas lexicais rebuscadas, parece evidente e lógico que "o simples deve ser dito de maneira simples". Rebuscar a linguagem é perigoso porque, além de atrapalhar a transmissão do conteúdo da mensagem, pode soar preconceituoso e até abusivo, uma vez que "afirmar poder" não é um objetivo do texto acadêmico. Explicar o complexo de modo simples e objetivo é uma tarefa muito mais valiosa do que demonstrar o conhecimento da linguagem ou da técnica, afinal, o objetivo do texto acadêmico - e de qualquer outro - é persuadir o leitor, e isso só será possível se a linguagem for acessível a ele. Salvem, apenas, os encantos gramaticais-literários, aqueles bonitinhos e dotados de leveza. Obrigada, Cláu...

Vivendo e aprendendo a... editar

Certa vez, escrevi: “Um dos principais objetivos da publicidade é estimular o consumismo para que o regime capitalista seja alimentado pelos consumidores, gerando lucro para a empresa a qual representam e, muitas vezes, colaborando para o crescimento econômico do Estado. Os recursos utilizados pela publicidade são equivalentes aos dos meios de comunicação em massa e usam, como tema, os objetos do consumo que desejam promover.” E hoje editei meu próprio texto: “Os recursos utilizados pela publicidade são equivalentes aos dos meios de comunicação em massa e usam, como tema, os objetos do consumo que desejam promover”. Guardei minhas opiniões na gaveta, mas não tranquei com chave. Fiz o mesmo com sonhos, conquistas, relacionamentos. Alguns estão expostos na parede ou estampados no mural. Outros, engavetados. Já me disseram que isso é amadurecer, mas eu acho que isso é não fazer doer o que nunca vai amadurecer.

Laerte e suas tiras

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Conversa de Mafalda

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Quisera ser gota única e derradeira última e primeira. Pudera ser gota apenas.