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o céu do subsolo

no subsolo anulo a vida despercebida no casulo fico sem rumo alheia ao mundo no céu paisagem fechada enclausurada no amanhecer eu me desfaço e me rendo ao seu abraço

Dissident – la représentation d’un texte libre

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Espetáculo Dissidente. Foto: Cacá Bernardes L a représentation théâtrale, faite par le groupe Núcleo Caixa Preta, de la pièce Dissidente (Dissident, il va sans dire), texte de Michel Vinaver traduit par Jean-Claude Bernardet et Rubens Rewald, a su donner une vivacité inespérée au texte du dramaturge français. L’histoire vécue par Héléne (l’actrice Cácia Goulart) et son fils Philippe (l’acteur João Geraldo Rodrigues) se passe dans leur appartment en France, peut-être vers 1968, à l’époque de l’épisode de Mai 68 qui a fait bouleverser les valeurs consummistes de la société bourgeoise, ce qui est travaillée dans la pièce à travers le quotidien de cette famille. La mère, abandonnée par son mari – un “ex” communiste qui travaille dans une entreprise, maintient une relation cordiale avec le fils et n’apparaît pas physiquement dans l’histoire – est inquiète avec la situation frivole de son fils, surtout quand il n’était pas employé, parce qu’elle avait peur d’être remplacée par une machi...

Há Sempre Um Copo de Mar para o Homem Navegar

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A 29ª Bienal de Arte estava muito rica e estimulante. Eu acompanhei as três edições anteriores do evento e achei que esta foi   a melhor, tanto pela diversidade e qualidade das obras, quanto pela curadoria e pela polêmica causada acerca do verdadeiro valor da arte contemporânea na nossa sociedade. É claro que, quando falamos em arte contemporânea, é impossível não citar grandes e renomados nomes como Gil Vicente, Cildo Meireles e até o famoso cineasta francês Jean-Luc Godard, este que também marcou crucial presença na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e sempre leva o público a profundas e inquietantes reflexões. A obra do Cildo, em especial, que entrou para a minha lista de favoritas foi uma que não está na edição da Bienal deste ano, mas apenas por intermédio das reflexões que me foram proporcionadas na Bienal de 2010 é que pude “resgatá-la” do MOMA, Nova York, e trazê-la para cá: Imagem: Paulo Bruscky - BlogArte As obras das garrafas de coca-cola e do “Quem...

Proust e seu livro

De certo o sabia, quem viveu com a vida e a obra emaranhadas, que viveu fazendo-as, refazendo-as, elastecendo-a em tempo e páginas, que vestiu sua obra, por dentro, percorrendo-a, viajando em seu barco, decerto viu que um dia acabá-la era matar-se em livro, suicidá-lo. (João Cabral de Melo Neto, Museu de tudo )

À la Baudelaire

A morte é o fim. Não é Deus, nem o amor. Somente a morte. As tentativas de evasão, sejam no mundo superficial da modernidade, sejam nos paraísos artificiais, são apenas tentativas. Fazer da feiura uma estética para alimentar o prazer de desagradar a aristocracia é magia verbal, imaginação criadora, paradoxo com idealidade vazia. O conflito da existência só se exprime, pois, com a contradição da poesia.

Para um novo ano

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Existe um imenso infinito através do muro.

intensamente

O passado insolúvel na memória remoto, distante, fugaz... Talvez efêmero, marca irrisória. Indelicada ilusão insiste em perdurar Nem todo o sentimento seria assaz. A espera cansativa e promissória despedaçar ja não faz E transforma-se, enfim, num motivo para suspirar.