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Um parêntese no suicídio

Urashima Taro era um pobre pescador que um dia salvou uma tartaruga. Essa, como prêmio, levou-o para morar em um reino nas profundezas do mar. Lá ficou o pescador, por um certo tempo. Embora feliz no luxuoso reino, sentiu saudade de sua terra natal, de seus amigos, de sua vidinha de pescador: encontrou-se deslocado, numa condição de anomia . Foi então que Uroshima Taro pediu para voltar. Ao partir, recebeu uma arca de presente, com a recomendação de não abri-la durante o trajeto. Quando chegou à sua cidade, não a reconheceu e descobriu que há muitos anos havia desaparecido um pescador chamado Urashima Taro. Depois dessa descoberta, foi para a beira do mar e, já que ele não tinha mais nada, resolveu abrir a arca. Ao fazê-lo, uma fumaça saiu e ele envelheceu rapidamente.

Arte, amor?

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                                     Chagall no MASP Perguntaram ao Chagall o que era mais importante na vida: — O amor. Quando se tem uma mulher para amar, não é preciso mais nada.

títulos ao ar

O branco da neve no topo dos Alpes se confunde com as nuvens. Tão perto e tão distante. É preciso estar no alto para perceber que eles nem ao menos se tocam, embora, sob alguns ângulos, pareçam ser um só. Branco . O sol que reflete na neve a deixa mais luminosa, viva, acesa. O sol consegue o fogo da neve, enquanto as nuvens ficam ofuscadas, turvas, fazem o papel de sombra do sol. Elas devem achar injusto ter de dividir o branco da neve com ele e correr o risco de perder essa proximidade tão distante que há entre eles. Porém, as nuvens precisam do sol, afinal sem ele não haveria sombra e é essa sombra que permite conservar o brilho do sol só para a neve, lá no topo, logo ali. Apesar disso, ela não derrete; é gelo, pedra. Derreter seria voltar ao seu estado inicial, regredir. Isso é tudo o que a neve não quer, pois agora que ela conseguiu chegar ao topo e ver o sol por si mesma, usufruir de sua luz e tornar-se parte dela, ela não pode simplesmente escorrer montanha abaixo, esse percu...

Driving in London city

Remember to keep the left side of the road... KEEP THE LEFT, KEEP THE LEFT!!!

Le retour

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René Magritte au Musée Magritte, Bruxelles Era exatamente isso o que eu queria dizer!

Encontros

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Je n'ai que le silence pour écouter... Da ilha de Frioul eu posso avistar Marseille. Imagino que neste momento há pessoas espalhando sua gentileza por lá. E aqui, não se veem passantes. Alguns barcos ao fundo e a maré que se encarrega de acompanhá-los compõem uma pequena parcela da paisagem. Entre rochedos, penetro rumo ao infinito, guiada pelo som dos pássaros. O vento acaricia meus labios, me conforta e me impulsiona ao longe. Percebo que não estou totalmente sozinha, tenho a natureza para testemunhar minha transformação. Imensa. O frio se instala em minhas veias e, paradoxalmente, aquece meu coração. Vejo a sombra das minhas asas não mais hesitantes, não mais temem o desconhecido, aprendem com ele. As palavras surgem na minha mente em forma de texto e eu as desorganizo quando escrevo. Sinto-me um Baudelaire fora da multidão: Les parfums, les couleurs et les sons se répondent. "— Não, não espere por mim. Viva o quanto puder, onde houver vida, onde você es...

Je vais et je reviens

"tu rigoles maman, tu rigoles", a dit le petit garçon à la Gare St. Lazare. Les oiseux sont presque partout et il essaye de les suivre. ça ne semble pas drôle pour les autres. Mais le garçon, il sait déjà que la vie est pleine des choses simples, parfois bizarres ou non rigolantes, donc il faut quand même trouver un sens, un moyen pour se faire sourrir, s'amuser en regardant les petites bestioles qu'arrivent de temps en temps et on ne se rend pas compte. Le garçon a très envie de voyager, je le sais. il suit l'oiseux parce qu'il veut voler autour du monde, chercher l'impossible, connaître ses propres autres "êtres" qui sont cachés dans quelque part. Il est vendredi aprés-midi, il fait -3°C dehors. Je pourrais être le petit garçon, pourtant aujourd'hui je suis le petit oiseux.